sábado, 6 de setembro de 2008
Border
Nasci num dia de chuva
na presença de muitos trovões
e raios suicidas
pouco sabiam eles,
quem anunciavam
anunciavam não um cristo
nem tampouco um anticristo
não revelavam um sábio
mas também nenhum jumento
apenas mais uma pessoa comum,
embora há quem diga,
que pessoas comuns não existam,
os dias da minha infância
eu os passei aos tropeços
escondendo-me atrás das árvores
para que ninguém me enxergasse
e assim foi,
tornei-me adolescente
e a árvore se agigantou para
pode esconder meu corpo
reforçado
pelos hormônios
cresci medroso
fraco
assustado
correndo e torcendo para que me esquecessem,
e nunca descobri por que
acho que foi a chuva do dia do meu nascimento
mas especialmente os raios
trago no peito
aquele desejo
que senti no primeiro suspiro de vida
o de jogar-me lá do alto como o raio
e estrondar
na terra como o trovão
o trovão assusta
mas o raio chamusca
e as vezes conforme pega
ele mata
me mata
estou cansando de existir
desde que nasci
sinto-me chamuscado
na presença de muitos trovões
e raios suicidas
pouco sabiam eles,
quem anunciavam
anunciavam não um cristo
nem tampouco um anticristo
não revelavam um sábio
mas também nenhum jumento
apenas mais uma pessoa comum,
embora há quem diga,
que pessoas comuns não existam,
os dias da minha infância
eu os passei aos tropeços
escondendo-me atrás das árvores
para que ninguém me enxergasse
e assim foi,
tornei-me adolescente
e a árvore se agigantou para
pode esconder meu corpo
reforçado
pelos hormônios
cresci medroso
fraco
assustado
correndo e torcendo para que me esquecessem,
e nunca descobri por que
acho que foi a chuva do dia do meu nascimento
mas especialmente os raios
trago no peito
aquele desejo
que senti no primeiro suspiro de vida
o de jogar-me lá do alto como o raio
e estrondar
na terra como o trovão
o trovão assusta
mas o raio chamusca
e as vezes conforme pega
ele mata
me mata
estou cansando de existir
desde que nasci
sinto-me chamuscado
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