terça-feira, 29 de julho de 2008

Nada Romântico

Quero pousar

no teu corpo nu

delicadamente

como a borboleta

na flor

desvendar sem fúria

os segredos dos teus caminhos

sentir-me apenas alma

abstração

ardendo

sem sol

na penumbra

perdendo-me

nas penugens finas

das tuas pernas

pétalas delicadas

buscar no aconchego do teu seio o pólem

e transfomá-lo como o faz a abelha

em mel

escorregar no suor dos teus poros

e por fim despencar no abismo

profundo dos teus túneis úmidos

flor com cheiro ácido

depois ao invés de fumar um cigarro

comer um pastel

Nenhum comentário: