segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sabedoria

Uma gargalhada

e mar adentro

fui

vestido branco

pés descalços

flor ingênua

no cabelo

pulseira de conchas

nos braços

sal na pele

tempero

regado ao luar

lembro quando

ainda criança

um homem prometeu

crescerás, mulher

e entenderás

as razões da tua vinda

a cada dia que passa

cresço e compreendo

vim ao mundo

para ser humana

e isso fui

bastante

mar que me olha

sereia me chamando

tomei o mar nos braços

sob o olhar da areia

fruto do mar

me tornei

porque faz bem pra saúde

já me dizia

aquele mesmo homem

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